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segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Resposta Católica

A Resposta Católica é um programa semanal apresentado pelo Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior  e é dedicado a responder perguntas utilizando sempre a doutrina da Igreja Católica sobre os mais diversos assuntos. Tem como objetivo ajudar o fiel a viver mais plenamente a sua fé e conhecê-la mais profundamente.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil), onde é atualmente Vigário Judicial. Nasceu no dia 7 de novembro de 1967 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Papa João Paulo II. 

É bacharel em teologia e mestre em direito canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Atualmente, leciona nos cursos de Filosofia e Teologia.

Foi durante quinze anos reitor do Seminário Arquidiocesano de Cuiabá. Desde 2002, a Santa Sé o nomeou membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat), da Congregação para o Clero.

É autor de diversos livros e apresenta semanalmente o programa “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.
...

"Estais sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele
que vos pedir a razão de vossa esperança." (I Pedro 3,15)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cada um com sua tarefa

Na vida cotidiana, com frequência, nos encontramos em situações que devemos esperar. Foram criadas até salas de espera. A espera pode constituir uma prova para nossa paciência, um teste para nossos nervos.

No evangelho, a espera é apresentada como vigilância, a atenção que devemos dar à vinda do Senhor e aos apelos que a comunidade e a sociedade nos fazem em vista da construção do reino de Deus. Assim na sociedade, na comunidade são distribuídas as várias funções. A vigilância consiste justamente em assumir com empenho o que foi confiado a cada um. É o novo modo de seguir Jesus em sua ausência física.
Como devemos esperar a vinda de Cristo? Certamente não sentados na sala de espera. Ao contrário, devemos crescer, combater os males, viver em atividade, e em solidariedade. Tudo isso não deve ser motivo de aborrecimento e de tédio, mas tempo de alegria e otimismo.
Até quando devemos esperar a vinda de Cristo? Não sabemos o momento - mesmo porque, não é tão importante conhecê-lo. O importante de verdade é ter paciência e confiar no surgimento da aurora de um novo dia, mais bonito e feliz. Sem esquecer que a oração também é importante. A oração é o melhor remédio contra a sonolência e a indiferença e nos ajuda a discernir a hora de Deus na vida pessoal e comunitária. 

Pe. Nilo Luza, ssp 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Silêncio e Palavra

Vivemos num período histórico em que assistimos ao impressionante desenvolvimento das tecnologias na área da comunicação. Notadamente com o advento das mídias digitais, entre as quais a internet e o celular, e com a consequente organização da sociedade em "rede", o mundo está cada vez mais interconectado, influenciando, de maneira decisiva, e nosso modo de ser e de nos relacionar.
No entanto, o acesso às novas tecnologias não garante a qualidade da nossa comunicação. É necessário refletir sobre como estamos usando as modernas mídias e até que ponto elas estão nos ajudando a construir uma sociedade com melhor qualidade de vida. Caso contrário, o que deveria ser fator de humanização pode se transformar apenas em fonte de barulho e de dispersão.
Tendo presente esse conceito sociocultural, Bento XVI, em sua mensagem para o 46º dia mundial da comunicações, propões-nos oportuna reflexão sobre "Silêncio e Palavra: caminho de evangelização".
O papa nos mostra que entre silêncio e palavra não há oposição, mas complementariedade. De fato,  o "silêncio" é elemento importante no processo da comunicação. sem essa atitude não podemos "escutar", e, se não escutamos, como poderemos dizer as palavras certas às pessoas e ao mundo que nos cercam?
No âmbito da fé, o silêncio é o primeiro passo para acolhermos a palavra de Deus, precisamente porque favorece o discernimento e o aprofundamento. Se não escutamos o que o Senhor quer nos falar, o que vamos anunciar?
Evangelização é, antes de tudo, comunicação, e esta, para realizar-se de modo eficaz, necessita do silêncio e da palavra. Só assim conseguiremos oferecer, com base nos valores evangélicos, respostas adequadas aos problemas atuais, e construir uma sociedade com mais vida, em conformidade ao que Jesus ressuscitado espera de seus discípulos.

Pe. Valdir José de Castro, ssp

sábado, 28 de janeiro de 2012

O Sapato


Um dia um homem já de certa idade abordou um ônibus. Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. A porta se fechou e o ônibus saiu; então ficou impossível recuperá-lo. 
O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.

Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou: 
- Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?

O homem prontamente respondeu: 
- De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los. Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.

O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente para possuí-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.

Perdemos coisas o tempo todo. A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.

Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.

A Pedra

O distraído nela tropeçou;
O bruto a usou como um projétil;
O empreendedor, usando-a, construiu;
O camponês, cansado da lida, dela fez assento;
Para as crianças foi brinquedo;
Drummond a poetizou;
Com ela Davi matou Golias;
O artista fez dela a mais bela escultura...
Em todos os casos, a diferença não era a pedra, mas sim o homem.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Vestido Azul



Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Ela freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram muito velhas e maltratadas.

O professor ficou penalizado com a situação da menina.

"Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?".

Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul.

Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar suas unhas.

Quando acabou a semana, o pai falou: "mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim."

Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.

Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.

A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.

E tudo começou com um vestido azul.

Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou fazendo que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.

Será que cada um de nós está fazendo a sua parte no lugar em que vive?

Por acaso somos daqueles que somente apontamos os buracos da rua, as crianças à solta sem escola e a violência do trânsito?

Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas. Que é difícil limpar toda a rua, mas é fácil varrer a nossa calçada.

É difícil reconstruir um planeta, mas é possível dar um vestido azul.

Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade.

Você acaba de receber um lindo vestido azul.

Faça a sua parte.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Escolhas



Se eu pudesse escolher, seria feliz por pelo menos oito horas por dia. Todos os dias.
Reservaria o tempo restante para viver as pequenas agruras naturais. Mas seriam leves.
Porque haveria a certeza de que a cada dia eu teria a minha cota de felicidade.

Se eu pudesse escolher, reservaria algumas horas, todos os dias, para fazer só o que pudesse fazer os outros felizes. Dedicação total.

Se eu pudesse escolher, pararia qualquer coisa que estivesse fazendo às cinco horas da tarde e me sentaria para assistir ao pôr do sol. Escolheria lugares especiais. Procuraria não me repetir muito. 
O horário do pôr do sol seria algo assim, sagrado. O meu horário para observar a Deus.

Se eu pudesse escolher, viveria entre o mar e as montanhas. No meio do caminho. Nem muito longe de um, nem muito longe do outro. 
Plantaria flores, teria vasos na janela, muitos livros na cabeceira da cama e à noite, depois do trabalho, eu me sentaria para contemplar o céu, as estrelas, a noite.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pequenos gestos




É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos mais variados questionamentos do cotidiano. 


Vejamos:


A mais longa caminhada só é possível passo a passo...
O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra...
Os milênios se sucedem, segundo a segundo...
As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes...
A imponência do pinheiro e a beleza do ipê começaram ambas na simplicidade das sementes...
Não fosse a gota, não haveria chuvas...
O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo...
As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia...
Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias...
É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel...
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...


Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia.


Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de "Eu".


Não é fácil nem rápido...
Mas vale a pena tentar! Sorria!!!

Atire a primeira flor

Quando tudo parece caminhar errado, seja você o primeiro passo certo.


Se tudo parece escuro, se nada puder ser visto, 
acenda a primeira luz. 
Traga para as trevas, você primeiro, 
a pequena lâmpada.


Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso, 
não na forma de lábios ardentes, mas na de um coração que compreenda, 
de braços que confortem.


Se a vida inteira for um imenso não, 
parta você na busca do primeiro sim, 
ao qual tudo de positivo deverá seguir-se.


Quando ninguém souber coisa alguma, 
é você mesmo, corrigindo-se a si mesmo.


Quando alguém estiver angustiado na procura, 
observe bem o que se passa. 
Talvez seja em busca de você mesmo
que este seu irmão esteja.


Quando a terra estiver seca, 
que sua mão seja a primeira a regá-la. 
Quando a flor estiver murcha, 
seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga, 
a afastar a pétala, a acariciar a flor.


Se sua porta estiver fechada, 
de você venha a primeira chave.


Se o vento sopra frio, 
que seu calor humano seja a primeira proteção 
e o primeiro abrigo.


Se o pão for apenas massa, e não estiver assado, 
seja você o primeiro forno 
para transformá-lo em alimento.


Não atire a primeira pedra em quem erra, 
de acusadores o mundo está cheio. 
Nem, por outro lado, aplauda o erro. 
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu, 
dê sua atenção primeiro para mostrar
o caminho de volta, 
compreendendo que o perdão regenera, 
que é a compreensão edificada, 
que o possibilita, 
e que o entendimento reconstrói.


Toda escada tem um degrau, para baixo ou para o alto. 
Toda estrada tem um primeiro passo, 
para frente ou para trás. 
Toda vida tem um primeiro gosto 
de existência ou de morte.


Atire pois, você, com ternura e vontade de entender, 
quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor...

A Caixinha




Há certo tempo atrás, um homem castigou sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.



O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.

Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente a seu pai e disse :
"Isto é pra você, paizinho !".

Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia.
Gritou, dizendo :
- "Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa ?

A pequena menina olhou para cima com lágrima nos olhos e disse:
- "Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro da caixa. Todos para você, Papai."

O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.
Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.

De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos daqueles que nos amam...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Lição da Borboleta







"Esquecemos de prestar atenção nas pequenas coisas que Deus deixou na natureza, e que são elas que nos mostram como nos portamos de maneira indevida na nossa efêmera existência. As vezes agimos de maneira a tentar ajudar ao próximo fazendo com que ele se destrua sem saber".

Use esse texto para a sua vida.



As Três Atitudes






1 - A do vaso, que retém e não dá nada.
2 - A do canal, que dá e não retém.
3 - A da fonte, que produz, dá e retém.

Mudanças





segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Reflexão: Aprendendo a conversar com Deus - Letícia Thompson







Esta Reflexão foi lida no primeiro encontro do grupo JASCJ, realizada no domingo passado.
Você jovem, aprenda a conversar com Deus a partir dessa reflexão.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Reflexão - Paulo Coelho


Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

Paulo Coelho